sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Passa, fica, eterniza?


"She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run..."

Há momentos que a incredulidade nos envolve...
...Nos enforca...
E existem momentos apenas para serem lembrados.
A vida vai além de um simples espetáculo.
O que eu vejo todos os dias, são flores e cravos.
O que eu tenho é apenas a espera de que um dia, tudo que começe, acabe.
Fatalmente é a realidade mais previsivel e irônica.
A vida é a fração de segundos que torcemos para que seja uma eternidade...
...Mas nem sempre, quase sempre, nunca é sempre...
...Sempre!

Continuo sendo sempre o que não se deseja, o que não agrada e o que não contenta.

sábado, 17 de outubro de 2009

Baby deponha suas armas...

Sim, sim, deponha suas armas.
Levante a bandeira branca, claro, sem os escritos irônicos nela.
Esqueça da realidade lógica, da fita métrica ou balanças.
Aqui o assunto é mais do que um simples pensamento racional.
Nem sempre sentimentos são lá da forma que desejamos, ao menos matématicamente.
Odeio exatas, odeio migalhas e odeio mais ainda que não sabe receber amor, carinho e atenção, mesmo que seja de uma forma desajeitada, ironica e nada convencional.
Simplicidade, amor e nem sempre ordem...
Solte essas algemas, sorria e seja perfeitamente ridicula, ao menos tente.
Gostar de você, não depende disso ou daquilo. Nem mesmo se acredita ou não.
Não tente fazer do abstrato uma mentira, não, não é, existe como qualquer "concretice civilizada".
Além da sua couraça eu sei que existe, um profundo e intenso coração.
Não precisa ser comigo, nem aqui, ou ali, preciso que seja tu e tu mesma, frente a frente.
Para aceitar o que seja, veja que a vida vai além de definições.
Eu estou aqui, cansado de lutar, guerras e espadas.
Gosto, sinto e vivo. Apenas queria que dançasse comigo.

Pode?

Ou vou ter que te desafiar de novo? ...Rs...

Ps...

Beijos

Fome de amor (Antes idiota do que infeliz...)

Olá pessoas sarcásticas do meu coração! Adoro esses sorrisos, amo esses mais, nos cantos dos lábios seguidos de um olhar tão petulante. Enfim, gosto, e gosto, O MEU, não se discute. Rsrs É, cheguei bem atrevido hoje, mas não voluntáriamente, sabem que é inato. Rs Mas focalizando o meu objetivo hoje por aqui, vou direto ao ponto. Hoje vim aqui 'ressoar' um texto. Isso mesmo, 'ressoar'. Um texto que vale e muito a pena, ler, refletir e porque não deixar sua opinião sobre? Adoraria saber seus devaneios, reflexões e o choque interno de seus sentimentos e quanto a atividade de vida interna, que espero eu ser VIDA. Rs Abaixo o texto de que mencionei, peço desculpas pelo deserto que deixei aqui o meu blog e espero que seja uma contribuição rica para encher os olhos e os corações. Um enorme beijo e fica ai, uma estridente mensagem.



FOME DE AMOR

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!

- Arnaldo jabour -

domingo, 10 de maio de 2009

Migram para a terra, Ela, Ele e eles...

(Marte e Venus pintado por Sandro Botticelli)
Em Marte e Vênus a radiação solar passa energia às partículas atmosféricas que aceleram escapam dos planetas, no entanto, na terra não ocorre isso devido a proteção que se tem na atmosfera pelo campo magnético global. Marte e Vênus tem apenas essa semelhança,digamos que uma semelhança substancial, entretanto, sútil, comparado aos grandes e discrepantes abismos entre ambos. Mesmo que as duas possuam atmosferas formadas por 95% de dióxido de carbono eles têm características muito próprias. Como Marte que possui uma camada fina e fria enquanto que Vênus têm uma camada muito fina e seca mesmo que todos os dois planetas passem pelo mesmo processo. A terra, com sua existência diferenciada, ressalta a importante para a vida que coexiste nela, protegida pelo campo magnético. Isso se dá aqui, existencialmente o começo de nossa jornada ideológica, mitológica e utópica, descritas nessas linhas que aqui aplaino minhas asas mentais.

Na mitologia Romana Marte em sua simbologia quer dizer Guerra, como na mitologia grega se dá nomenclatura de Ares e Vênus romanesco se diz Amor e Beleza, com seu mesmo significado como Afrodite. Quem era Marte? Deus romano da guerra, sanguinário e detestado pelos imortais.Uma rudeza característica que o tornava o braço forte daquele que fere, daquele que luta e daquele que se dispõe a morrer pela sua voraz fome e sede de vencer ao custo que valha sua existência.Palas (inteligência guerreira), filho dessa arcaica soberania violenta fez repensar suas estratégias além da sua simplória força que muitas vezes entorta o aço, mas não à cede. Mas Marte era apenas a carnificina, nada inspirado em Palas. Seu interesse único é de como tornar mais furiosa uma atitude,gesto agressivo para trucidar seus adversários, independente da justiça ou injustiça que o acolham.Marte com uma lança, só tem importância por Vênus. Ele era bárbaro e cruel, mas tinha o amor e a beleza única e eloquente de Vênus. E com ela teve seus encantos e desencanto refletidos ao espelho.Ambos deram origem a Cupido e Harmonia. O ambiente era adúltero já que Vênus, a deusa, era esposa de Vulcano (deus manco), que descobriu uma maneira de prende-los enquanto estavam juntos na cama.
Vênus, filha de Júpiter e Dione tinha uma anatomia divinal, o amor e a beleza reinavam em sua essência e figura. Era venerada entre os antigos, de olhar vago era vista como um ideal de beleza feminina. Possuía em si uma magia única calcada pelo seu carro puxado por cisnes. Astuciosa, amorosa e bela. Adultera não pela traição que a continha, mas por ser universal. Motivo de conflito em seu paradoxo existencial. Marte e Vênus tiveram a Vontade, filho Cupido e Hamornia, deusa mortal.

(Museu Arqueológico Nacional de Atenas)

Marte e Vênus tiveram um amor proibido, o amor mais intenso e destrutivo. Do qual o escândalo fez parte de suas narrativas mais entusiastas. Vulcano a espreita, era o perseguidor e encolerizado pelo amor não correspondido das formas elevadas das plumas delicadas de Vênus.
Vênuinas e Martinianos, cada qual na franca e hipnótica diferença. Que faz da Mulher e do homem dois seres sós, que buscam um pelo outro para a aliança de carnes, proibições e frutos devastadores.A intensidade gera força que tem seu pequeno desvio, para ambos caminhos desiguais.

Mulheres e homens sempre tiveram ícones perpétuos desde que a curiosidade fez brotar a admiração entre estigmas e glórias de seus defeitos e qualidades próprios, essenciais.
O planeta Marte de sua cor vermelha, lembrança da herança mitológica de sangue e violência e Vênus que cor tem a não ser indescritível por dois olhos arregalados? O que é cruel então? O amor, a guerra ou a traição. A correlação de trino das relações mundanas representado por deuses imperativos aos nossos sentimentos desiguais.

Ao fim de cada curva uma esquina, ao fim de cada esquina uma saída, e ao fim de cada saída o que se chega?

Guerra, esse era o nome do professor do último ano colegial. Guerra praticava a caça desportiva. Apreciava essa prática selvagem e animalesca. Mas não era apenas no esporte que apreciava, mas em tudo que sentia e fazia. Sua forma de amar era selvagem, provava do sumo do prazer, ao extremo do gozo. Devorava feroz sua amada Amor. A engolia em pequenos goles secos e sedentos.

Guerra ia pra casa de Amor. Lá se amavam todos os dias, entre a cruz da beleza e a lança fatal.Entre suspiros, sussurros e gemidos, suor e delírios. Pela fresta da porta, lá estava a assistira cena tórrida e desgostosa, um pequeno e disforme ser, de imagem horrenda. a Traição, que ali aguardava para em sua armadilha prendê-los.
Quando Traição irado, caiu em si. Percebeu que seus dois filhos não eram seus. Os filhos Vontade e harmonia eram sim de Guerra.E isso o torturava em cada caricia trocada na cama, entre Amor e Guerra.

Que final tem? Que final pode ter? Quando Guerra, Amor e Traição se encontram?

(Marte e Vénus surpreendidos por Vulcano é um ilustre óleo sobre tela, datado de cerca de 1555, da autoria do italiano Jacocpo Tintoretto.)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ousadia de cumprir a lei

A legalidade é uma corrente que nos faz escravos de nós mesmos. São as regras desse imenso jogo, de quais todos participamos desigualmente, infelizmente, mas desigualmente. Os parâmetros de uma nação da qual se faz ‘racional’ para a sua própria organização. Mesmo que a selvageria nata, erga valente e imponente sobre as tabulas da lei. O egoísmo, nutrido a cada individuo é o resultado de uma falência degenerativa, em que sofremos o terror da opressão da dupla mão de ferro que governa e burla impunes, que fazem de suas vontades as leis que os regem. Entre a cruz e a espada, de que ambos morrem, estamos ainda entre mortos e feridos, vivos, mas por divina sorte. Deixados à mercê de uma ilusória ideologia de que somos civilizados e civilizáveis, diferentes de animais dos quais temos domínio. Quanto a isso nos cabe citar a historia do lobo mau e da chapeuzinho vermelho, ambos vestidos para personalizar um relato popular donde vivemos em “p锑de guerra desigual, ou seja, os mais fortes são os que burlam as normas da sociedade. Usa-se o ditado – o diabo é o maior conhecedor das escrituras, para que possa usar de desvios contundentes para sua justificação - diz-se há justificativa ao que antes, nos pormenores da lei não havia frestas a isso, mas sua interpretação dúbia deixou então, uma margem de desmazelo para aguçar os mais legalistas à tentação.
Enquanto regemos uma nação deslumbrada com o ócio do Saber, deixaremos que o pensamento torpe: mais te dou, mais te cobro aos pesados ombros de divina graça, então!
Àqueles que sobram à virtude de ousar em bravos campos de vida mártir, cumprindo a lei, comungamos nas telas de cinema um sentimento de herói, enquanto aos passos largos da rua fugimos de nós mesmos e de quem nos acompanha. Nos esconderemos todos, numa gruta à beira mar, e lá, longe da grande maioria inferior e sujeitos a ruína, lá estaremos a salvo. Até sentirmos fome e permitirmos-nos sermos chamamos ao instinto carnal de que fomos feitos desde o principio. Nesse momento nos devoraremos as carnes, como a única lei existente desde o começo de tudo, a lei simplória dos...”Fortes sobrevivem e dominam o meio”.Voltemos ao presente, nos faz enxergar o mesmo, mas com novas roupas e maquiagens. Padecemos todos do mesmo pecado, egocentrismo acumulado.

sábado, 4 de abril de 2009

Angel



Saltar é ter a sorte de voar...
... É ter a sorte de cair...

...

Anjos e homens, mulheres e suas tentações.
Quão poder obtém cada humanidade projetada pra fora de ambos seres?

Amém!


sábado, 28 de março de 2009

Olha...

Não que eu ache que vá mudar algo. Ela sempre vai pra onde ninguém quer ir atrás buscar.
Ela sempre se esconde no mesmo lugar escuro e suave. Na mesma toca penumbra que se iguale.
Apenas ele estava lá. Persistia. Com o coração apertado e os braços estendidos, com o olhar frouxo e o rosto rígido... Queria...

Tinham andado dois quarteirões, calados e pensativos. Não ousavam mencionar um suspiro que fosse. Declarados numa espécie de contrato mutuo. Em quantas línguas falariam até se entender?
Hoje, era o silêncio que ditavam os passos. Calmos, com suas mãos enfiadas no sobretudo. O frio lhes fumaçavam sobre os lábios, quando enfim, em atitude desesperada hesitavam em dizer algo e paravam.

Ela estava com a pele branca e os lábios aguçados de sangue vivo. Um olhar meigo e estranhamente inquisidor. Expressava sua austera tempestade em passos largos e decididos, mas lentos. Não queria mais entender qualquer palavra ou atitude daquele infeliz ao teu lado. Ele representava um nó que infelizmente não desatava. Enchia e prendia o ar, o engolia em secos goles, pretendia fazer descer toda raiva que queria expressar.

Sem entender, andava à passos curtos e vaciladores. Contrastava em termos com aquela que persistia em confundi-lo ainda mais. Sua objetividade, esvaiu-se de suas entranhas como filho que se expulsa, para que o pequeno "parasita" não o mate, não o consuma dilaceradamente. Quanto buscou ser impermeável àquilo que o rodeava? Quanto esperava apenas uma fresta para observar o mundo sem que pudesse expor seu conteúdo fragmático, sua bomba-propulsora de ironias - chave? Agora estava ali, em frente e parado. Com trança à garganta de nós improdutivos. Era aquilo, era o peso de que nunca pôde mensurar, o que faria então para qualificar? Qualificar para quem o queria ver? Toda sua simplória estória embrenhou-se em correntes. E o que existia mais para falar se não sua única certeza? Seus sentimentos intensos e sólidos de que há para temperar a vida. Mas seu dispendioso mau jeito o levou a mordaça, o impedindo da enorme força que fazia para se expressar... Ela queria uma quantitativa de mim? Isso diz quem sou?

Parada como ele, assim permanecia. Num encanto poético da neblina, os ocultando quase por completo um ao outro. Ela estava ali, indagando incessantemente com seus olhos curiosos a esperança de uma explicação que a libertasse das rugas malditas.

Na cor branca das nuvens de neblina saltaram aos olhos dela, um outro par que a fitava. Era tudo o que ele podia lhe falar... E era tudo o que ela podia escutar.
Aquele olhar de suplica, era um último apelo de vivacidade que o restava. Seu suspiro "ante-à-morte". Ela então deixou escorregar ao canto dos lábios, um sorriso...
Mas aquele olhar... Aquele olhar...