(Marte e Venus pintado por Sandro Botticelli)Em Marte e Vênus a radiação solar passa energia às partículas atmosféricas que aceleram escapam dos planetas, no entanto, na terra não ocorre isso devido a proteção que se tem na atmosfera pelo campo magnético global. Marte e Vênus tem apenas essa semelhança,digamos que uma semelhança substancial, entretanto, sútil, comparado aos grandes e discrepantes abismos entre ambos. Mesmo que as duas possuam atmosferas formadas por 95% de dióxido de carbono eles têm características muito próprias. Como Marte que possui uma camada fina e fria enquanto que Vênus têm uma camada muito fina e seca mesmo que todos os dois planetas passem pelo mesmo processo. A terra, com sua existência diferenciada, ressalta a importante para a vida que coexiste nela, protegida pelo campo magnético. Isso se dá aqui, existencialmente o começo de nossa jornada ideológica, mitológica e utópica, descritas nessas linhas que aqui aplaino minhas asas mentais.
Na mitologia Romana Marte em sua simbologia quer dizer Guerra, como na mitologia grega se dá nomenclatura de Ares e Vênus romanesco se diz Amor e Beleza, com seu mesmo significado como Afrodite. Quem era Marte? Deus romano da guerra, sanguinário e detestado pelos imortais.Uma rudeza característica que o tornava o braço forte daquele que fere, daquele que luta e daquele que se dispõe a morrer pela sua voraz fome e sede de vencer ao custo que valha sua existência.Palas (inteligência guerreira), filho dessa arcaica soberania violenta fez repensar suas estratégias além da sua simplória força que muitas vezes entorta o aço, mas não à cede. Mas Marte era apenas a carnificina, nada inspirado em Palas. Seu interesse único é de como tornar mais furiosa uma atitude,gesto agressivo para trucidar seus adversários, independente da justiça ou injustiça que o acolham.Marte com uma lança, só tem importância por Vênus. Ele era bárbaro e cruel, mas tinha o amor e a beleza única e eloquente de Vênus. E com ela teve seus encantos e desencanto refletidos ao espelho.Ambos deram origem a Cupido e Harmonia. O ambiente era adúltero já que Vênus, a deusa, era esposa de Vulcano (deus manco), que descobriu uma maneira de prende-los enquanto estavam juntos na cama.
Vênus, filha de Júpiter e Dione tinha uma anatomia divinal, o amor e a beleza reinavam em sua essência e figura. Era venerada entre os antigos, de olhar vago era vista como um ideal de beleza feminina. Possuía em si uma magia única calcada pelo seu carro puxado por cisnes. Astuciosa, amorosa e bela. Adultera não pela traição que a continha, mas por ser universal. Motivo de conflito em seu paradoxo existencial. Marte e Vênus tiveram a Vontade, filho Cupido e Hamornia, deusa mortal.
(Museu Arqueológico Nacional de Atenas)
Marte e Vênus tiveram um amor proibido, o amor mais intenso e destrutivo. Do qual o escândalo fez parte de suas narrativas mais entusiastas. Vulcano a espreita, era o perseguidor e encolerizado pelo amor não correspondido das formas elevadas das plumas delicadas de Vênus.
Vênuinas e Martinianos, cada qual na franca e hipnótica diferença. Que faz da Mulher e do homem dois seres sós, que buscam um pelo outro para a aliança de carnes, proibições e frutos devastadores.A intensidade gera força que tem seu pequeno desvio, para ambos caminhos desiguais.
Mulheres e homens sempre tiveram ícones perpétuos desde que a curiosidade fez brotar a admiração entre estigmas e glórias de seus defeitos e qualidades próprios, essenciais.
O planeta Marte de sua cor vermelha, lembrança da herança mitológica de sangue e violência e Vênus que cor tem a não ser indescritível por dois olhos arregalados? O que é cruel então? O amor, a guerra ou a traição. A correlação de trino das relações mundanas representado por deuses imperativos aos nossos sentimentos desiguais.
Ao fim de cada curva uma esquina, ao fim de cada esquina uma saída, e ao fim de cada saída o que se chega?
Guerra, esse era o nome do professor do último ano colegial. Guerra praticava a caça desportiva. Apreciava essa prática selvagem e animalesca. Mas não era apenas no esporte que apreciava, mas em tudo que sentia e fazia. Sua forma de amar era selvagem, provava do sumo do prazer, ao extremo do gozo. Devorava feroz sua amada Amor. A engolia em pequenos goles secos e sedentos.
Guerra ia pra casa de Amor. Lá se amavam todos os dias, entre a cruz da beleza e a lança fatal.Entre suspiros, sussurros e gemidos, suor e delírios. Pela fresta da porta, lá estava a assistira cena tórrida e desgostosa, um pequeno e disforme ser, de imagem horrenda. a Traição, que ali aguardava para em sua armadilha prendê-los.
Quando Traição irado, caiu em si. Percebeu que seus dois filhos não eram seus. Os filhos Vontade e harmonia eram sim de Guerra.E isso o torturava em cada caricia trocada na cama, entre Amor e Guerra.
Que final tem? Que final pode ter? Quando Guerra, Amor e Traição se encontram?
(Marte e Vénus surpreendidos por Vulcano é um ilustre óleo sobre tela, datado de cerca de 1555, da autoria do italiano Jacocpo Tintoretto.)